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Atualizado: 31 de out. de 2023

Um olhar geral, a partir de dados oficiais do INEP, mostra que em 2018 o Brasil contou com o ingresso de aproximadamente 3,4 milhões de alunos na graduação. Considerando um tempo médio de quatro anos para a formação (e este é apenas um dos recortes possíveis), pode-se afirmar que a taxa de permanência destes aluno até 2021 foi de 38,5%, ou seja, dos alunos que ingressaram em 2018, mais de 60% não formaram em 2021. Isso não significa que eles evadiram do sistema educacional. Uma boa parte não iria se formar em apenas quatro anos por outros motivos, por exemplo, os ingressantes da graduação em Direito, curso integralizado em cinco anos. É razoável pensar que a evasão seja realmente menor, mas... não tão menor.


É bom poder organizar esses dados do INEP de forma rápida e flexível, pois assim podemos realizar inúmeras análises todos os dias. E podemos (devemos) fazer este tipo de análise também por curso.


Na gestão de instituições de educação superior é interessante pensar que cada curso opera a partir de um conjunto de variáveis que determinam os resultados. Diante de variáveis externas o trabalho será mitigar os impactos negativos, por exemplo, quando um aluno passa a residir em outra cidade. Neste caso, o resultado vai depender do interesse do aluno em continuar o relacionamento com a IES, mesmo sem ser matriculado. Quando as variáveis são internas é importante que uma intervenção da gestão se estabeleça pelo melhor entendimento do problema e a elaboração de planos de ações voltados (realmente) resolvê-los. Pode parecer óbvio, mas o que observamos na prática é que o resultado buscado nem sempre encontra-se vinculado ao problema identificado. Isso é algo comum.


Ao organizar a casa veremos que a evasão, entendida como um problema, limita as ações sobre um fenômeno que já ocorreu e que não controlamos (variável externa). Mas, s #educação e percebida como um resultado é possível colocar na equação um número considerável de variáveis internas que geram muitos problemas, sob os quais devemos agir para obter o resultado que queremos (reduzir a evasão).


Então a evasão não é uma variável e nem um problema. É um resultado de uma série de variáveis que geram inúmeros problemas. É preciso entender os problemas da IES a partir dos números, identificando onde, o quê e como agir para aumentar a permanência de alunos.


Acompanhe os números e as análises aqui no Grupo.

Comente e compartilhe com outras pessoas.

Abraços!


Wille Muriel




Atualizado: 31 de out. de 2023

Como já apresentado em outra publicação (https://lnkd.in/eZXKScT2), 2021 teve o maior ingresso de estudantes em cursos de graduação da história, foram 3.944.897 "calouros" (2.477.374 - 62,8% - na EaD e 1.467.523 - 37,2% - no Presencial).


Seria de se esperar que os cursos que tiveram as maiores entradas de estudantes fossem os da EaD, restando aos cursos presenciais a formação de pequenas turmas. Mas, não é isso que mostram os dados do Censo da Educação Superior 2021.


Entre os 20 "campeões" de novas matrículas temos um empate técnico: 10 cursos são da EaD e outros 10 são Presenciais. Mas, então, qual o motivo do título desse artigo? Só para chamar a atenção do leitor? Não, claro que não.


Ao analisarmos os 20 cursos que mais matricularam "calouros" em 2021, chegamos ao total de 53.613 INGRESSANTES (27.642 na EaD e 25.971 no Presencial). Até aí, nenhuma novidade, haja vista que a diferença entre as modalidades já foi anunciada aos quatro ventos.


O que nos chama a atenção é o curso que mais captou novos estudantes neste recorte, justamente o #DIREITO, com 13.970 "calouros" (ou 26,1% do total e 53,8% do Presencial). As demais vagas são completadas pelos cursos de PEDAGOGIA, ENFERMAGEM, ADMINISTRAÇÃO, PSICOLOGIA e GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS (confira na imagem a distribuição).


Quando analisamos o todo (não somente os 20 maiores cursos) notamos que o curso de DIREITO representa, aproximadamente, 5,3% do total de INGRESSANTES e 13,4% do total da matrículas nos cursos Presenciais. Os outros cursos que vêm sustentando essa modalidade são: PSICOLOGIA (6,8%), ENFERMAGEM (6,4%), ADMINISTRAÇÃO (4,9%), MEDICINA (3,4%) e ODONTOLOGIA (3,2%).


Vale ressaltar que dos 5 cursos citados (além do DIREITO), apenas ENFERMAGEM e ADMINISTRAÇÃO têm "concorrentes" na EaD, os demais ainda não disputam esse mercado.


Ao que tudo indica a liberação do curso de DIREITO na modalidade EaD é uma questão de tempo, não há razão ou argumento que se sustente perenemente, concordam? E quando isso acontecer, fatalmente haverá uma migração daqueles estudantes que se adaptam (ou precisam) da EaD. Aguardemos...




Atualizado: 31 de out. de 2023

Dentre outras Surpresas.


Os números oficiais da educação indicam que entre 2011 e 2021, foram oferecidas 1,7 milhões de vagas para o curso de graduação em Psicologia. O número de inscrições chegou aos 4,7 milhões, ou seja, uma média de 2,77 candidatos por vaga (CPV = 2,77). Mas o que chama a atenção é o comportamento das curvas de interesse (inscritos) e de calouros (ingressantes). Elas indicam um crescimento regular, praticamente sem desvios desde 2011. Há um decrescimento considerável em 2021, mas isso pode ser explicado pelo fator Pandemia. E um recorte para apenas as IES privadas com finalidades lucrativas indica que são elas que estão puxando os números para cima. Mas que coisa! Quem poderia imaginar?


Saindo do recorte e voltando para o quadro geral, temos que os cursos de Psicologia compõem (normalmente) um portfólio de cursos da área da saúde, como Enfermagem, Fisioterapia, Nutrição, Farmácia, dentre outros. Mas apresenta contornos específicos, tanto na oferta, quanto na demanda. A exemplo de Medicina e Odontologia, os cursos de Psicologia são ofertados apenas na modalidade presencial. E isso faz pensar que, no que se refere à demanda, uma eventual comparação com outros cursos da saúde deve limitar-se à modalidade presencial. Senão, estaríamos comparando bananas com laranjas. Será? Então vamos lá. Considerando o histórico das curvas de interessados e calouros efetivos nos últimos 11 anos, o que temos?

1) Odontologia: A exemplo da Psicologia, um aumento no número de ingressantes e no número de inscritos durante todo o período.

2) Medicina: Aumento no número de ingressantes, mas... queda no número de inscritos desde 2015 (em outro post analisamos que este comportamento pode estar relacionado com a crise econômica).

3) Enfermagem, Fisioterapia e Nutrição apresentam queda no número de ingressantes e no número de inscritos desde 2017.

4) No curso de Farmácia esta queda começou em 2018.


É irônico perceber que, mesmo restringindo a análise à modalidade presencial, a EaD não vai sair da equação. Será que o fato de não ser oferecido na modalidade EaD criou uma ideia de escassez que vem atraindo uma demanda educacional específica para o curso de Psicologia? Esta demanda estaria disposta a investir mais por uma experiência presencial? Este curso, se oferecido na modalidade EaD, poderia encontrar dificuldades para captar alunos para o presencial e sofrer com uma queda do ticket-médio?


Dados bem organizados e trabalhados de forma flexível são essenciais para analisar o potencial dos cursos de Psicologia. O mesmo ocorre com os outros cursos de graduação. Acompanhe os números! Invista em tecnologia de inteligência de dados! E comente sobre essas informações aqui no Grupo. Abraços!


Wille Muriel




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